A escrever, políticas, espera-se para ver

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A escrever, políticas, espera-se para ver.

Prometi a min mesmo não me alargar a escrever aqui para o site acerca da política, que por vezes é como que uma espécie de sinfonia a confundir muita gente, mas lá vai. Senti-me no dever de também dizer que falar de economia, se será melhor ou pior não significa estar a fazer contas de sumar, multiplicar, ou dividir – bom, mas vamos então a coisas da política.

E no papel, o meu escrever já teve tempos em que lá por vezes articulava crónicava bastante acerca da política, falava dos políticos. Alguns exemplos. A reportar-me extensamente no jornal da terra natal o Encontro de Sta. Bárbara de Nexe, acerca da visita de Mário Soares por cá em Maio de 87. Além do contacto com a comunidade, também recebeu Doutoramento Honoris Causa na Brown University, em Providence, R.I. juntamente com a jornalista Connie Chung, e o cantor norte-americano Stevie Wonder.

Interessante crónica também no jornal acima mencionado, exatamente com o título Democracia, e publicado há sete anos, aí falo de livro cuja autora evoca uma jovem que só existe para o livro. Fiquei-me a perceber que minutos cruciais em entrevistas, em meu entender a gente da política nem espera para ver, e podem revelar segredos sem julgar que o fariam.

Adentro na política democrática, está-me bem patente artigo meu publicado num prestigiado jornal da comunidade Lusa daqui, e no próprio dia dos cravos de 91, em rubrica do jornal. A ainda hoje rubrica escreva connosco.

O descortinar na política foi expresso já há décadas pelo politólogo francês Alain Lancelot, no Atitudes Políticas. Hoje não é novidade que as ideologias partidárias não são seguidas à regra. Partidos como é de compreender, moldam-se consoante as épocas, circunstâncias, os lugares.

A escrever esta crónica, não poderia deixar de fazer referência às ultimas eleições americanas, que nas previsões tiveram favoráveis a Hillary Clinton, que no entanto mesmo com artistas de renome, a dar espetáculos a favor da sua campanha, um deles o patriótico Bruce Springsteen, não chegou para ela ir de novo morar para a Casa Branca, mesmo com a maioria do voto popular.

Já Donald Trump, conseguiu ser eleito, e quando estiver no mando, certamente que vai refletir melhor no que o rodeia, o que tem pela frente. Do tema emigração deste mundo no mundo que é esta América, esperamos que não aparecam extremos, mas é como tudo, e mesmo na política, por vezes o justo risca -se a ser misturado com o pecador. Espera-se para ver.

Ireneu Vidal da Fonseca

 

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