As obras do futuro Mercado Municipal de Quarteira foram palco, esta manhã, de um simulacro de segurança para testar a resposta a acidentes de trabalho em cenários complexos.
O exercício simulou um acidente, a 7 metros de profundidade (piso -2), causado por um objeto (balde com materiais para a obra) que se deslocava em altura, provocando traumatismo num dos trabalhadores. Foi ativado o Grupo de Salvamento Especial dos Bombeiros Sapadores de Loulé, “uma equipa preparada para o socorro em cenários difíceis, em profundidade, em locais de reduzida manobra ou em escarpa”, como explicou Irlandino Santos, comandante da corporação.
A equipa utilizou técnicas de resgate com cordas para estabilizar e extrair a vítima com sucesso. Uma hemorragia na cabeça e ferimentos na perna esquerda levaram a que a vítima fosse transportada para o hospital, neste cenário fictício.
Proposto pelo próprio empreiteiro, o teste serviu para olear mecanismos de socorro e articulação preventiva entre a Proteção Civil e as equipas em obra, minimizando os “riscos especiais” associados à fase de escavação, como notou Pedro Guerreiro, responsável da Divisão de Gestão de Projetos, Mobilidade e Edifícios. Os trabalhos irão até à quota do piso -2, a cerca de oito metros de profundidade, para completar a estrutura da fundação e rebaixamento do nível freático, pelo que este tipo de exercícios de segurança é fundamental, como frisou o presidente da Autarquia de Loulé, Telmo Pinto.
“A segurança é fundamental em todas as obras, mas muitas vezes, as pessoas desvalorizam. Perceber como é que as nossas equipas de segurança, os Bombeiros e a Proteção Civil, estão preparados para situações destas é extremamente importante”, afirmou o autarca.
A empreitada do Mercado Municipal, orçada em 20 milhões de euros (com 3,5 milhões já executados) decorre a bom ritmo e “dentro do planeamento”, como frisou Pedro Guerreiro.
O projeto, focado na integração urbana e eficiência energética, inclui estacionamento subterrâneo e exterior com cobertura com sistema fotovoltaico. Está prevista também a requalificação dos espaços envolventes ao edifício.
A conclusão da obra está prevista para abril de 2029.
“É uma obra que puxa muito por nós, não só na tipologia da construção porque é única, como também em termos da dinâmica que temos que criar e em que já estamos a trabalhar neste momento para este Mercado funcionar”, adiantou ainda Telmo Pinto.
Refira-se que este simulacro foi acompanhado de perto pelo Serviço Municipal de Proteção Civil. “É importante em cenários de risco treinar procedimentos, articulando com as entidades externas. Estamos sempre disponíveis para colaborar”, frisou o coordenador Paulo Santos.
CM Loulé



