De Braga aos Açores, projeto ComParte ouve e envolve comunidades migrantes

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  • 220 alunos ouvidos até ao momento em 12 escolas de todo o país, incluindo 132 jovens migrantes de 28 nacionalidades distintas, através do projeto Escola Sem Fronteiras;
  • Focus Groups com migrantes e técnicos realizados em Braga e Castelo Branco, revelam desafios reais e propostas concretas em áreas como saúde, habitação e educação, através do projeto In Loco;
  • Rede de parceiros institucionais alargada, com envolvimento da DGE, AIMA, CICDR, Governo Regional dos Açores e outras entidades estratégicas na área da educação e migração;

De norte a sul do país e nas regiões autónomas, o projeto ComParte, iniciativa social da Fundação Maria Rosa, consolidou-se como uma das principais iniciativas de escuta ativa e co-criação de soluções para a área da educação e da inclusão de pessoas migrantes e refugiadas em Portugal. No balanço do primeiro semestre de 2025, destacam-se ações concretas junto de 12 escolas, dezenas de municípios e centenas de participantes em sessões de auscultação.

Em destaque o projeto “Escola Sem Fronteiras”, que ouviu 220 alunos, entre os quais 132 jovens migrantes de 28 nacionalidades, bem como professores, técnicos e encarregados de educação, em sessões imersivas de dois dias por escola. A metodologia inovadora inclui rodas de conversa, sessões de escuta e encontros de balanço. As visitas abrangeram escolas de Lisboa, Braga, Covilhã, Odemira, Albufeira, São Jorge, entre outras.

“Neste primeiro semestre conseguimos não só ouvir, mas criar as condições para que essas vozes passem realmente à ação. O que nos move é a convicção de que soluções sustentáveis nascem da escuta qualificada e da construção conjunta com quem vive os desafios no terreno: jovens, técnicos, decisores e comunidades”, Ísis Capucha, Gestora de Projeto ComParte. Acrescenta ainda que “estamos a preparar o segundo semestre com grande sentido de responsabilidade, porque acreditamos que estas escutas têm de gerar transformação e que a mudança se faz de forma partilhada, com confiança, proximidade e visão”.

A rede de parcerias alargou-se com contactos formais junto da DGE, AIMA, CICDR, Governo Regional dos Açores, entre outros. Paralelamente, a equipa do ComParte participou no Fórum + Coesão Social no Médio Tejo, em Torres Novas, onde dinamizou o grupo de trabalho com o foco na imigração e acolhimento, reunindo técnicos de quatro municípios para refletir e construir propostas intermunicipais.

Já no âmbito do projeto “In Loco – Integration in Local Communities”, a ser implementado em 11 territórios europeus, incluindo em Braga e Castelo Branco, foram realizados Focus Groups com migrantes e profissionais da área das migrações, abrangendo temas como saúde, habitação, emprego, educação e integração em territórios rurais. As sessões envolveram mais de 45 participantes de 10 nacionalidades, revelando desafios estruturais e apontando caminhos para melhorias concretas.

Estão também em curso formações para pessoas migrantes e refugiadas, bem como para técnicos e profissionais, com base numa metodologia desenvolvida pelo parceiro grego Second Tree, e o lançamento do manual de boas práticas de integração a nível europeu está previsto para outubro.

O projeto ComParte reafirma-se no envolvimento de jovens e pessoas migrantes, na recolha e valorização dos seus inputs, experiências e recomendações, assim como no reforço da coesão social, com impacto direto em políticas públicas e estratégias educativas e de integração.

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