‘Festival Mar Me Quer’ atraiu mais de 29 mil pessoas e encerra a 4.ª edição com Plutónio em palco

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O Festival Mar Me Quer despediu-se esta sexta-feira com uma noite de grandes atuações e um ambiente de festa que se prolongou até ao último segundo. Ao longo de três dias, o evento recebeu mais de 29 mil pessoas, confirmando-se como um dos maiores festivais de verão do Algarve.

André Sardet, organizador e promotor do Mar Me Quer, afirmou que “esta edição foi muito especial. Recebemos milhares de pessoas de todo o país e sentimos uma energia incomparável a qualquer outra em cada concerto”. Já António Gomes, também organizador e promotor do festival, alega que “O Mar Me Quer está a crescer e prometemos regressar ainda com mais força e algumas surpresas no próximo ano”.

O primeiro concerto deste último dia arrancou às 20h30 com Insert Coin. A dupla, que trouxe um visual inspirado na estética arcade, levou o público à loucura com uma entrada épica feita a partir do lado de fora do palco. Já às 22h00 foi a vez de Soraia Ramos mostrar a sua ligação com a música crioula e dar voz a alguns dos seus maiores sucessos. A artista protagonizou ainda um momento intimista, com o público a cantar até as lágrimas escolherem dos olhos, ao dedicar “Nha Terra” a São Vicente, Cabo Verde, terra que a viu nascer e que se encontra agora devastada por uma tempestade.

Às 23h30, Plutónio subiu ao palco com uma ovação que se fez ouvir por todo o Parque Ribeirinho. O concerto confirmou-se como um dos pontos altos desta edição, com milhares de jovens a cantar cada refrão a plenos pulmões. O momento que marca a passagem do artista pelo Mar Me Quer aconteceu ao final da noite quando o público entoou em uníssono a música “Somos Iguais”, num encerramento que ficará na memória do Mar Me Quer 2025.

O recinto do festival manteve as práticas ambientais, com mensagens audiovisuais de incentivo à proteção do meio ambiente projetadas nos ecrãs gigantes. Incentivando o apoio aos artistas locais, contou com um mural da algarvia Isa Neuparth, inspirado na icónica “Grande Onda” de Hokusai, onde um polvo gigante tenta travar os detritos, como copos de plástico, embalagens e lixo de festival, num mar agitado, alertando assim para o impacto do consumo humano.

A 4.ª edição do Mar Me Quer ficou também marcada também pelo concerto dos Calema, que na primeira noite atraiu o maior número de pessoas entre os três dias, e pelo regresso épico dos Da Weasel à cidade de Portimão no segundo dia, um espetáculo histórico que uniu diferentes gerações.

O Festival Mar Me Quer regressa em 2026, novamente a Portimão, prometendo mais música, experiências e muitos momentos inesquecíveis.

Para mais informações sobre sobre o festival, visite marmequer.pt ou siga @marmequerfestival no Instagram.

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