Fidelidade apoia o relatório «WWF insurance protection gap» enquanto parte do Grupo Consultivo

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A Fidelidade participou, através do Impact Center for Climate Change (ICCC), no Grupo Consultivo externo que acompanhou a elaboração do mais recente policy brief da WWF (World Wide Fund for Nature) sobre o insurance protection gap – a diferença entre perdas económicas causadas por eventos climáticos extremos e as perdas efetivamente cobertas por seguros – contribuindo com feedback especializado ao longo do processo. Tomé Pedroso, co-líder do ICCC, integrou o painel de peritos.

A WWF é uma organização global e independente de conservação da natureza, criada em 1961, cuja missão é travar a degradação do ambiente natural do planeta e construir um futuro em que pessoas e natureza vivam em harmonia.

A publicação alerta para a forma como as alterações climáticas e a perda de natureza estão a enfraquecer, em simultâneo, as bases do sistema segurador, ao aumentar a exposição de ativos e comunidades a tempestades, cheias, secas, incêndios e ondas de calor, e ao degradar “barreiras naturais” como florestas e zonas húmidas, que funcionam como proteção e amortecimento do risco.

Entre os dados destacados no relatório, a WWF aponta ainda que, só no verão de 2025, fenómenos meteorológicos extremos na União Europeia terão causado €43 mil milhões em perdas. O relatório sublinha ainda que a destruição de ecossistemas pode agravar significativamente os impactos: o risco de um evento de cheia em grande escala pode aumentar até 700% em áreas de desflorestação generalizada, evidenciando como a perda de natureza amplifica riscos já pressionados pelo aumento da temperatura.

Este contexto está a traduzir-se numa pressão crescente sobre a disponibilidade e a acessibilidade do seguro, com aumento de prémios, restrições de cobertura e saídas de mercado em regiões de maior risco.

Em paralelo, o protection gap agrava-se: nos EUA, a percentagem de casas sem seguro terá subido de 5% (2019) para 12% (2024), e, na Europa, desde 1980, apenas cerca de 20–25% das perdas por catástrofes têm sido seguradas.

O relatório sintetiza o impacto económico e social desta tendência numa ideia-chave: “o que não é segurável não é financiável”, com efeitos em cadeia sobre crédito, hipotecas e valor de ativos, e com maior pressão sobre os orçamentos públicos quando o Estado tem de intervir como “segurador de último recurso”.

A WWF recomenda que autoridades públicas e decisores enfrentem o protection gap de forma holística, atacando as causas de raiz do risco crescente, com avaliações prospetivas de risco e resiliência (incluindo efeitos diretos e indiretos), redução de emissões e travagem/reversão da perda de natureza, integração de nature-based solutions na adaptação, resposta e recuperação, e melhoria de incentivos e enquadramento regulatório que facilitem soluções eficazes de transferência de risco alinhadas com a resiliência.

A participação da Fidelidade neste Grupo Consultivo está alinhada com o posicionamento da empresa de trabalhar “para que a vida não pare” e de reforçar a proteção das pessoas e dos seus bens num contexto de risco em mudança. Está igualmente alinhada com os compromissos assumidos pelo Grupo Fidelidade na sua Política do Ambiente e do Clima, que incluem proteger e conservar a biodiversidade e promover a mitigação e a adaptação às alterações climáticas, reconhecendo a importância de atuar de forma proativa na transição ecológica e na gestão informada dos riscos.

Pode descarregar o relatório completo através deste link: Latest | WWF

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