Morreu na quinta-feira, dia 07 de maio de 2026, Carlos Brito, uma das figuras mais influentes da história do Partido Comunista Português e um protagonista central da oposição ao Estado Novo e da construção democrática após o 25 de Abril. Tinha 93 anos e vivia em Alcoutim, no Algarve, onde passou os últimos anos da sua vida.
Preso três vezes pela ditadura, somando oito anos de cárcere, viveu entre a clandestinidade e o exílio até 1974. No período democrático, foi deputado constituinte, liderou durante 15 anos o grupo parlamentar comunista e chegou a ser candidato presidencial em 1980, retirando-se depois a favor de Ramalho Eanes.
Próximo de Álvaro Cunhal, foi também uma das vozes mais reconhecidas do PCP, embora tenha sido suspenso em 2002 após integrar o Movimento Renovação Comunista. Desaparece hoje um dos rostos mais persistentes da resistência, da democracia e da vida parlamentar portuguesa.
A Mais Algarve teve oportunidade de falar com ele, na sua casa há cerca de 1 mês, sobre o seu contributo para a feitura da Constituição Portuguesa, como constituinte e um dos protagonistas da lei fundamental do País.



