A União das Freguesias de Faro (Sé e São Pedro) acolheu, entre os dias 8 e 26 de junho de 2026, o 2.º grupo de estudantes do Curso de Licenciatura em Enfermagem da Universidade do Algarve, no âmbito do Ensino Clínico I realizado em contexto comunitário.
Durante três semanas, os estudantes tiveram oportunidade de conhecer de perto a realidade do nosso território, com especial enfoque na população sénior de Faro e da Ilha da Culatra. Este trabalho permitiu compreender melhor as necessidades da comunidade, as respostas existentes e os desafios específicos de diferentes contextos, desde a cidade até à realidade insular.
Numa primeira fase, os alunos realizaram um levantamento de necessidades junto da população, através da aplicação de questionários, abordando temas como hábitos de vida, alimentação, hidratação, atividade física, sono, bem-estar emocional, convívio social, mobilidade e redes de apoio. Na Ilha da Culatra, foram também trabalhadas questões relacionadas com o Suporte Básico de Vida, tendo em conta a importância da preparação da comunidade perante situações de emergência. Com base neste diagnóstico, foram dinamizadas três atividades comunitárias:
Peddy Paper – Hábitos Saudáveis: Realizado no dia 16 de junho, na Mata do Liceu, promoveu a saúde e o envelhecimento ativo através de uma caminhada didática com postos dedicados à hidratação, atividade física, alimentação saudável, sono e descanso, e bem-estar emocional.
Faro, Ontem e Hoje – Jogos Tradicionais: Realizado no dia 22 de junho, no Jardim da Alameda, proporcionou uma tarde de convívio, estimulação cognitiva e partilha de memórias sobre a cidade de Faro, através de jogos tradicionais e de um jogo da memória criado pelos próprios estudantes.
Suporte Básico de Vida na Ilha da Culatra. Realizado no dia 24 de junho, na Unidade Local de Proteção Civil da Ilha da Culatra, permitiu sensibilizar a população para a importância de saber agir perante situações de emergência, reforçando conhecimentos básicos sobre Suporte Básico de Vida, posição lateral de segurança, engasgamento e contacto com os meios de socorro.
Estas atividades demonstraram a importância da enfermagem comunitária na promoção da saúde, na prevenção, na literacia em saúde e na proximidade com as pessoas. Para os estudantes, este percurso foi uma oportunidade de aprendizagem em contexto real, permitindo desenvolver competências como a comunicação, a observação, o trabalho em equipa, a relação de ajuda, a capacidade de adaptação e a compreensão dos determinantes sociais e geográficos que influenciam a saúde das populações. Para a comunidade, foi mais um momento de proximidade, partilha, participação e valorização das experiências de vida.
A União de Freguesias de Faro, agradece à Universidade do Algarve, aos docentes orientadores, aos estudantes, à Enfermeira Patrícia Grelha e a todos os participantes pelo empenho, disponibilidade e colaboração.
Cuidar da comunidade é também aprender com ela.
UFF







