Em comunicado a autarquia esclarece que, “esta intervenção, adjudicada pelo anterior executivo – não obstante ter obtido parecer desfavorável do Departamento de Cultura e Património da autarquia – tem vindo a suscitar sérias dúvidas e gerado acesa controvérsia no que respeita ao seu enquadramento estético e arquitectónico.
A Câmara Municipal de Faro entende que, face aos valores patrimoniais em causa, estas decisões não devem ser tomadas de ânimo leve, de modo arbitrário e sem que se proceda a uma ampla discussão, face à importância de zelar pelo espólio patrimonial do Largo da Sé e valorizar as referências históricas que são um marco identitário da cidade.
A Câmara Municipal de Faro entendeu, por conseguinte, solicitar um parecer junto de diversas entidades para que a decisão a tomar, findo este período de auscultação, seja a que interprete o sentido das populações e esteja ancorada em apreciações técnicas avalizadas por instituições prestigiadas e tecnicamente competentes”.
Entidades a que foram enviados pedidos de parecer pela autarquia:
• Ordem dos Arquitectos
• Ordem dos Engenheiros
• Associação Portuguesa de Arquitectos Paisagistas
• Entidade Regional de Turismo
• Diocese do Algarve
• Universidade do Algarve
• Direcção Regional de Cultura
• Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve


