
“Na área da promoção as medidas que se tomaram representaram apenas derramar mais dinheiro para cima dos problemas e não contribuiram em nada já que continuamos a assistir a descidas progressivas na procura”, disse Elidérico Viegas.
Quando questionado sobre o episódio da nuvem de cinza vulcânica, o presidente da AHETA classificou a situação como “uma espécie de fait-diver e que também faz falta ao turismo”. “É preciso termos consciência que quando se fala em prejuízos resultantes dos voos cancelados não estamos a falar exactamente a verdade”.
Elidérico Viegas admitiu que não foi uma situação positiva mas rejeita que se aponte a nuvem vulcânica como a grande responsável das quebras de ocupação no Algarve. “Isso seria entrarmos no caminho do exagero e até numa paranóia colectiva”, sublinhou Elidérico Viegas.
No que diz respeito aos níveis de segurança no Algarve, Elidérico Viegas defendeu que os organismos públicos “deveriam passar a estar dotados de gabinetes de comunicação que saibam lidar com a opinião pública”.
Elidérico Viegas lamentou ainda que não haja um maior número de efectivos policiais no Algarve, sobretudo da GNR. Ainda assim, o empresário argumentou que a segurança na região “foi abalada mas não está posta em causa”.
O presidente da AHETA voltou a criticar o conceito do programa Allgarve e terminou a entrevista referindo-se à possibilidade de serem introduzidas portagens na Via do Infante.
“Em nome do interesse nacional faz todo o sentido que não sejam introduzidas portagens na Via do Infante”, disse Elidérico Viegas concluindo que “seria mais uma machadada na competitividade da região enquanto destino turístico”.



