Produtos para emagrecer (mas só a carteira perde peso)

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logo deco“Agora que se aproxima o verão  é frequente ver um aumento da publicidade para produtos de emagrecimento rápido. No entanto tenho dúvidas se estes produtos são de facto tão bons como fazem parecer na publicidade. Que cuidados devo ter antes de comprar algum destes produtos?”

A DECO informa…

Estes produtos, à venda em supermercados, lojas de dietética e parafarmácias, combinam plantas, frutos ou legumes, são enriquecidos com vitaminas ou sais minerais e reclamam superpoderes contra os quilos em excesso. Para convencerem, recorrem a um discurso pretensamente científico, mas, com frequência, repleto de erros.

Alguns não têm efeito, outros contêm substâncias diuréticas ou laxantes, incompatíveis com um emagrecimento real. Para reduzir os quilos a mais, não há milagres: dieta equilibrada com 1200 a 1500 quilocalorias diárias e exercício físico. Não existe um peso ideal mas, sim, valores de referência. Para saber essa indicação calcule o seu índice de massa corporal (IMC), que relaciona peso e altura. Para tal, basta dividir o primeiro, em quilos, pelo quadrado da segunda, em centímetros.

A DECO PROTESTE analisou a composição anunciada e as alegações de 20 destes produtos com base na rotulagem. A maioria utiliza substâncias com efeitos nem sempre comprovados. Outros contêm substâncias que, em elevadas concentrações, podem ser perigosas. É o caso dos estimulantes, que elevam o ritmo cardíaco. Além disso, o preço é elevado: encontrámos produtos a custar entre 6 e 40 euros por embalagem.

Desconfie dos produtos ou dietas que prometam uma perda de peso fácil e sem esforço. Tenha o mesmo cuidado face a alegações de conhecimento científico, cura milagrosa, ingrediente com segredo e remédio tradicional.

Termos como “sensação de saciedade” ou “termogénese” também devem fazer soar as campainhas.

Produtos que afirmem ser seguros, sobretudo por conterem substâncias ditas naturais, ou incluam histórias não documentadas, com testemunhos de consumidores ou médicos, reclamando resultados fantásticos, são ainda de rejeitar.

DECO – Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor

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